Baitaca
COMPASSO: 4/4
CADÊNCIA: | I | V | I |
I
Fui criado na campanha
V
Em rancho de barro e capim
Por isso é que eu canto assim
I
Pra relembrar meu passado
Eu me criei arremendado
V
Dormindo pelos galpão
Perto de um fogo de chão
I
Com os cabelo enfumaçado
V
Quando rompe a estrela d’alva
I
Aquento a chaleira já quase no clariá o dia
V
Meu pingo de arreio relincha na estrevaria
Enquanto uma saracura
I
Vai cantando empoleirada
V
Escuto o grito do sorro
I
E lá do piquete relincha o potro tordilho
V
Na boca da noite me aparece um zorrilho
Vem mijar perto de casa
I
Pra inticá com a cachorrada
Numa cama de pelego
V
Me acordo de madrugada
Escuto uma mão pelada
I
Acoando no banhadal
Eu me criei xucro e bagual
V
Honrando o sistema antigo
Comendo feijão mexido
I
Com pouca graxa e sem sal
Reformando um alambrado
V
Na beira de um corredor
No cabo de um socador
I
Com as mão rodeada de calo
No meu mango eu dou estalo
V
E sigo a minha campereada
E uma perdiz ressabiada
I
Voa e me espanta o cavalo
Lá no santo do capão
V
O subiar’ de um nambú
Numa trincheira o jacú
I
Grita o sabiá nas pitanga
E bem na costa da sanga
V
Berra a vaca e o bezerro
No barulho dos cincerro
I
Eu encontro os bois de canga
